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Simulação ONU 2026 reúne estudantes do IFSP Campus Ilha Solteira para discutir conflitos entre Israel e Palestina

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Projeto propõe aos estudantes uma experiência prática de negociação e representação internacional.

O Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Ilha Solteira realizará, no dia 30 de setembro de 2026, a Simulação ONU 2026, atividade que reunirá estudantes dos terceiros anos dos cursos técnicos de Desenho de Construção Civil (DCC) e Edificações (EDI) para uma experiência de pesquisa, debate e negociação diplomática.
Com o tema “Conflitos entre Israel e Palestina”, a atividade acontecerá na Câmara Municipal de Ilha Solteira, a partir das 7h30, sob a organização dos professores Eduardo Roberto, Fabrícia Carla Viviani e Pedro João da Silva Bisneto.

Uma experiência inspirada nos Modelos de Nações Unidas
Inspirada nos Modelos de Nações Unidas (MUNs), a atividade reproduzirá, em um contexto educacional, parte da dinâmica de debates e negociações diplomáticas. Os estudantes assumem a representação de diferentes países e precisam compreender seus contextos políticos, econômicos, históricos e culturais para participar das discussões.
A preparação já está acontecendo e envolve pesquisas sobre temas como localização, população, cultura, idiomas, sistema político, economia, história e relações internacionais dos países representados. Além disso, os estudantes estão aprofundando seus conhecimentos sobre o tema central da edição e construindo uma base para os debates que acontecerão durante a Assembleia.
A proposta está dividida em três etapas: a preparação realizada na escola, a Assembleia Geral na Câmara Municipal e uma etapa posterior, novamente no campus.
Durante esse processo, os estudantes também entram em contato com aspectos das relações internacionais que vão além das informações mais conhecidas sobre cada país. Enzo Valmorbida, aluno do 3º DCC e representante da França, conta que a preparação revelou mudanças recentes na posição francesa em relação ao conflito.
“Durante a preparação para a Simulação da ONU, descobrimos que a França, apesar de historicamente tender ao lado de Israel, recentemente tem realizado ações pró-Palestina, reconhecendo-a como Estado em assembleias gerais.”

Das pesquisas às negociações
Para os estudantes, a preparação também está sendo uma oportunidade de compreender melhor tanto o conflito entre Israel e Palestina quanto o funcionamento da própria Organização das Nações Unidas (ONU).

Eliab Kauan, aluno do 3º EDI e representante da África do Sul, afirma que pretende levar da experiência novos conhecimentos sobre os acontecimentos históricos relacionados ao conflito e sobre o funcionamento da organização internacional.
“Espero levar grandes conhecimentos sobre os acontecimentos históricos do conflito entre Israel e Palestina. Também desejo aprender mais sobre o sistema da ONU, saber como ele funciona, por quais motivos as decisões ocorrem e qual é sua principal função.”
Atualmente, segundo o estudante, a preparação está concentrada nas pesquisas sobre a África do Sul e sobre o tema da Assembleia, além da elaboração das propostas que serão apresentadas durante a atividade.
Outro desafio encontrado pelos participantes é representar um país sem necessariamente concordar com suas posições. Caio Back, aluno do 3º DCC e representante dos Estados Unidos, relata que precisou deixar suas próprias opiniões em segundo plano para construir propostas coerentes com a posição do país representado.
“Meu país, os EUA, tem uma posição bem diferente do meu ponto de vista pessoal, então foi um pouco difícil no começo criar algumas propostas. Toda vez que eu pensava em algo, acabava percebendo que não estava muito condizente com a posição do meu país e precisava elaborar outra. Em resumo, o mais difícil dessa atividade foi deixar minha própria posição de lado para pensar como o meu país.”
Maria Clara, aluna do 3º EDI e representante de Israel, também aponta a adaptação de perspectivas como um dos principais desafios da preparação. Segundo ela, a necessidade de compreender e defender a posição israelense exige uma mudança na forma de analisar o conflito, especialmente diante das diferentes posições das demais delegações.
“Nossa maior dificuldade durante a preparação está sendo representar o Estado de Israel, pois tivemos que adaptar nossa forma de pensar para compreender e defender os pontos de vista do país e aquilo que ele representa. Além disso, outro desafio é que muitos dos outros países participantes apresentam uma posição mais favorável à Palestina do que a Israel, o que torna a preparação e a defesa da posição israelense ainda mais desafiadoras.”
Durante a Assembleia, os participantes serão organizados em dois Grupos de Trabalho (GTs), cada um responsável por um eixo específico da discussão.
O GT de Definição de Fronteiras abordará questões relacionadas à organização territorial de Israel e Palestina, incluindo aspectos históricos, fronteiras, funcionamento político e estatal e estruturas de logística, como portos, aeroportos e estradas.
Já o GT de Força-Tarefa Multilateral terá como foco a cooperação internacional e a atuação conjunta diante da situação discutida na simulação. Entre os temas previstos estão propostas relacionadas a saúde, educação e alimentação/agricultura.
Nessa etapa, as delegações apresentarão suas posições, dialogarão com outros participantes e trabalharão na elaboração de propostas conjuntas. As negociações poderão envolver ajustes nas ideias inicialmente apresentadas, buscando construir consensos entre diferentes representações.

O olhar dos professores sobre a preparação
A preparação também está permitindo aos professores acompanhar o desenvolvimento dos estudantes diante de uma atividade que envolve diferentes etapas e habilidades.

Segundo um dos professores responsáveis pela organização, os alunos estão compreendendo gradualmente a dinâmica da Simulação à medida que avançam nas pesquisas e na construção das propostas.
“A preparação para a atividade envolve certa complexidade, pois, ao mesmo tempo, as delegações precisam entender a temática da Assembleia e as características geopolíticas do país que representam, além da organização no dia da Assembleia. Por isso, as delegações foram compreendendo aos poucos toda a dinâmica da atividade. Percebi que os grupos estão engajados e dedicados a pesquisar e construir as propostas individuais e conjuntas.”
Para o dia da Assembleia, a expectativa é que os estudantes consigam aplicar os conhecimentos desenvolvidos durante a preparação e participem dos debates de forma ativa.
“A expectativa é de que as delegações venham para a Assembleia com animação e vontade de debater as propostas com respeito e diplomacia. Esperamos que os estudantes mobilizem conceitos e conteúdos trabalhados nas aulas, além de habilidades de negociação e oratória.”

Como será o dia da Simulação
A programação começará às 7h30, com a abertura oficial e as orientações da Mesa Diretora. Na sequência, entre 7h45 e 9h, acontecerão os discursos iniciais das delegações.

Das 9h às 10h15, os estudantes participarão das reuniões dos Grupos de Trabalho e das articulações entre as delegações. Depois, das 10h15 às 10h45, haverá um café temático, com preparações relacionadas aos países representados.
A partir das 10h45, serão apresentados os consensos alcançados e as propostas construídas durante as negociações. Entre 11h15 e 11h45, acontecerá a votação, na qual cada delegação deverá considerar os interesses do país que representa dentro da dinâmica da simulação. Após esse momento, será realizado o encerramento oficial.

O registro e a transmissão da experiência
Para quem não puder acompanhar a Simulação presencialmente, a experiência será registrada desde a preparação e os bastidores (making of) até as falas, negociações e votação. Esses conteúdos poderão ser acompanhados pelo perfil do IFSP Campus Ilha Solteira e das turmas de terceiro ano no Instagram, permitindo que quem tiver curiosidade possa conhecer não só a Assembleia, mas também todo o processo que acontece antes dela.


Uma experiência para além da sala de aula
A Simulação ONU propõe uma forma diferente de trabalhar conteúdos relacionados às relações internacionais. Ao longo da atividade, os estudantes estão tendo contato com pesquisa, comunicação, argumentação e negociação, além de precisarem lidar com diferentes perspectivas durante a construção das propostas.

Mais do que reproduzir uma reunião diplomática, a experiência colocará os participantes em uma situação prática na qual precisarão ouvir, argumentar, negociar e tomar decisões dentro de uma representação. Dessa maneira, a atividade aproxima o conteúdo escolar de uma experiência coletiva e contribui para o desenvolvimento de habilidades como comunicação, trabalho em equipe e análise de diferentes perspectivas.

Imagens dos participantes:

    

 

 

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