Campus Ilha Solteira participa do IV InovEPT e amplia articulações para inovação e desenvolvimento territorial
Representante do campus acompanhou debates sobre pesquisa aplicada, incubadoras, extensão tecnológica, economia solidária, energias renováveis e oportunidades de financiamento para projetos institucionais
O Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Ilha Solteira esteve representado no IV Encontro Nacional de Inovação e Empreendedorismo na Educação Profissional e Tecnológica – InovEPT, realizado entre os dias 16 e 18 de junho, em Brasília. O professor e representante de inovação do campus, Mauricio Antonio Santini Junior, participou das atividades do encontro, que reuniu representantes da Rede Federal, gestores públicos, pesquisadores e profissionais envolvidos com políticas e programas de inovação.
A programação contou com palestras, mesas-redondas e apresentações de experiências relacionadas à pesquisa aplicada, ao desenvolvimento tecnológico, à extensão, ao empreendedorismo e à sustentabilidade. Também foram discutidos instrumentos de apoio às instituições da Rede Federal, oportunidades de financiamento e estratégias para aproximar os institutos federais das demandas das comunidades, dos governos e do setor produtivo.
Entre os temas acompanhados estiveram a criação e o fortalecimento de incubadoras tecnológicas e de economia solidária, a organização de habitats de inovação, o apoio a empreendimentos coletivos e a integração entre instituições de ensino, prefeituras, empresas e organizações da sociedade civil.
Um dos destaques foi o edital de fomento à implantação de incubadoras tecnológicas de economia solidária na Rede Federal. A iniciativa poderá abrir possibilidades de atuação conjunta entre o IFSP, instituições parceiras e agentes municipais, especialmente em projetos voltados à geração de trabalho e renda, à economia criativa, à tecnologia social e ao desenvolvimento de empreendimentos comunitários.
Outro eixo relevante foi o fortalecimento da pesquisa aplicada, entendida como aquela que parte de problemas concretos e busca produzir soluções com impacto social, econômico ou tecnológico. As discussões ressaltaram a importância de identificar as necessidades e oportunidades de cada território, ampliar a colaboração com empresas e órgãos públicos e estruturar adequadamente as parcerias de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação — PD&I.
Para Mauricio, esse debate está diretamente relacionado ao papel dos Institutos Federais no desenvolvimento regional.
“Precisamos aproximar cada vez mais nossas atividades de pesquisa, ensino e extensão dos problemas reais do território. No caso de Ilha Solteira e região, existem oportunidades importantes nas áreas de construção civil, infraestrutura, sustentabilidade, energias renováveis, gestão pública e apoio aos pequenos empreendimentos”, destaca.
O encontro também apresentou programas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico — CNPq, como o Centelha, voltado à transformação de ideias inovadoras em empreendimentos; o RHAE, que apoia a inserção de pesquisadores em empresas; e o MAI/DAI, destinado à realização de pesquisas de mestrado e doutorado em colaboração com o setor produtivo.
Na área da extensão tecnológica e da formação profissional, foram discutidas ações do EnergIF, programa relacionado à qualificação profissional, às energias renováveis e à eficiência energética na Rede Federal. As possibilidades incluem a oferta de cursos de curta duração, a capacitação de trabalhadores, a implantação de laboratórios e o desenvolvimento de medidas para redução do consumo de energia nas próprias instituições.
A sustentabilidade foi tratada, ainda, como um elemento estratégico para a gestão institucional. Além de ações educativas, o tema envolve planejamento de infraestrutura, eficiência no uso de energia e água, gestão de resíduos, compras sustentáveis e acesso a fontes de financiamento.
Durante o encontro, foram identificadas possibilidades de captação de recursos por meio de programas e chamadas de instituições como a Financiadora de Estudos e Projetos — Finep, o CNPq e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social — BNDES, além de fundos direcionados à transição energética, à inovação verde e ao enfrentamento das mudanças climáticas.
“O campus vive um momento importante de expansão. Essa é uma oportunidade para que a inovação não seja incorporada apenas posteriormente, mas esteja presente desde o planejamento de novos cursos, espaços, laboratórios, projetos e parcerias. O InovEPT trouxe referências e possibilidades concretas que agora precisam ser compartilhadas, analisadas e transformadas em ações compatíveis com a nossa realidade”, conclui Mauricio.
Como continuidade da participação, os conhecimentos e oportunidades identificados serão sistematizados e compartilhados com os setores e servidores do campus, com o objetivo de apoiar futuras decisões institucionais e estimular novas iniciativas de inovação, pesquisa aplicada, extensão tecnológica, empreendedorismo e sustentabilidade.


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